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Minha opinião



 
 

POLÍTICA

 

DEM e PSDB protocolam contra o PT

TEXTO: DINARTE ASSUNÇÃO

Repercute na tarde desta terça-feira (20) na imprensa nacional a protocolação do DEM e PSDB, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.  Na representação, democratas e tucanos acusam o chefe de estado e "a mãe do PAC" de fazerem campanha fora do período, durante as vistorias das obras de transposição do São Francisco, no sertão pernambucano.

A viagem do presidente e de sua ministra de estado assemelha-se, de fato, à campanha eleitoral travestida de publicidade dos investimentos e obras do PAC.  Comum pelas terras do pau-brasil os arcaicos partidos políticos, quando situação, se utilizarem do velho ditado: "o que não é visto não é lembrado"; igualmente banal é a oposição tentar assumir o papel de "guardiã da Constituição".  Evoca-se uma série de instrumentos jurídicos feridos e se joga lenha à eterna fogueira da celeuma que é a política lá em Brasília (e por aqui também, registre-se).  E no preparo para a massa da pizza cada um jogou seu ingrediente.

Ciro Gomes (PSB) classificou de "bobagem" o fato de a oposição querer questionar os custos da viagem realizada semana passada.  Já o ministro da Justiça, Tarso Genro, rechaçou a posição do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ao afirmar que a Procuradoria-Geral Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devem agir para "evitar esse tipo de vale tudo".  Antes de ser levada ao forno, à pasta foi adicionado um molho final: Aloysio Nunes, braço direito do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e  secretário estadual da Casa Civil, acusou  o PT de fazer campanha "escancarada".   Reza a lenda que todos se sentarão à mesa para degustar o prato.

Com informações de O Estado de São Paulo

 



Escrito por Equipe do Blog às 17h46
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POLÍTICA

 

"Apoio incondicional"

TEXTO: DINARTE ASSUNÇÃO

As silhuetas dos personagens que figurarão na próxima disputa pela sucessão ao Governo do Estado começam a tomar forma, delinear limites e, principalmente, delimitar a base de apoio, mesmo sem se saber se essa vai ser incondicional, conforme pediu o deputado federal do PR João Maia.

O PMDB do deputado federal Henrique Alves e o DEM do Senador José Agripino dificilmente repetirão a parceria do pleito de  2006.  O Itamaraty fará o possível para que o pacto estabelecido em Brasília para a campanha da presidenciável Dilma Roussef se estenda as cinco regiões do país, e isso exclui o PSDB e Democratas, ferrenhos opositores do PT.

A Unidade Potiguar, essa que causou estardalhaço com uma formação silenciosa, tem três governadoráveis: João Maia, Robison Faria, do PMN, além do Vice-Governador, o pessebista Iberê Ferreira.  A embaçada nuvem de poeira da UP ainda não permite visualizar o candidato da base governista, mas parece claro que o deputado João Maia entrará sozinho na disputa se o consenso final não admiti-lo como representante da situação.

Ah, falta a Rosa.  A senadora do DEM (in)voluntariamente dá sinais de que sua popularidade no estado não vai servir para outra coisa senão apoio próprio: uma candidata lógica à sucessão de Wilma de Faria (PSB). O cataclisma de 2010 vai começar.

 



Escrito por Equipe do Blog às 15h54
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Poema de Domingo

ENCONTRO

(Jô Lopes)

 

Andando pela rua

respirando arte

vejo você no palco

reconheço sua alma

ouço sua música

encanta e canta

Na canção...

Misturando mundos

vidas, vôos

a Lira de Orfeu

E dança, dança, dança...

No telhado, gato

No circo, clow

Na vida, inteiro

Ser eu

Você ser perfeito

Eu meus defeitos

Pandora

Nós na bruma

Olhos se cruzam

Falas se calam

fica o encanto.

O canto.



Escrito por redação. às 11h53
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POEMA DO DOMINGO

TER OU NÃO TER NAMORADO, EIS A QUESTÃO

Atribuído a Carlos Drummond de Andrade,
mas é de Artur da Távola

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. 

Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

Título do livro: Amor a sim mesmo (não digitado errado, o trocadilho está mesmo no título.) A edição é uma coletânea das crônicas de Távola. - Editora: Círculo do Livro, por cortesia da Editora Nova Fronteira S.A. - 1.984 Paulo Alberto M. Monteiro de Barros (nome real de Artur da Távola)



Escrito por redação. às 23h46
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Vai, Carlos! ser gauche na vida

Poema de sete faces                    

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
 
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
 
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
 
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
 
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
 
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
 
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

(Carlos Drummond de Andrade
In Alguma Poesia - Edições Pindorama - Belo Horizonte, 1930)



Escrito por redação. às 18h36
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